terça-feira, 14 de outubro de 2014

USO DA CRASE

CRASE
Caso
Uso obrigatório
Uso proibitivo
Uso facultativo
Antes de palavras masculinas
Quando estiver implícito “à moda de”: móveis à Luís 15;  Quando subentendido termo feminino: vou à [praça]João Mendes
Viajar a convite, traje a rigor, passeio a pé, sal a gosto, TV a cabo, barco a remo, carro a álcool etc.

Antes de verbos

Disposto a colaborar.

Antes de pronomes

Antes da maior parte deles: Disse a ela que não virá; nunca se refere a você.
Pronomes possessivos: Enviou a carta à sua família. Enviou a carta a sua família.
Quando "a" vem antes de plural

A pesquisa não se refere a mulheres casadas.

Expressões formadas por palavras repetidas

Cara a cara; ponta a ponta frente a frente; gota a gota.

Depois de "para", "perante", "com", "contra" outras preposições

O jogo está marcado para as 16h; foi até a esquina; lutou contra as americanas.

Depois de "até"


"Fui até a secretaria" ou "Fui até à secretaria"
Antes de cidades, Estados, países
Foi à Itália (voltou da Itália).
Chegou à Paris dos poetas (voltou da Paris dos poetas).
Foi a Roma (voltou de Roma).
Foi a Paris (voltou de Paris).

Locuções adverbiais, conjuntivas ou prepositivas de base feminina
Às vezes, às pressas, à primeira vista, à medida que, à noite, à custa de, à procura de, à beira de, à tarde, à vontade, às cegas, às escuras, às claras, etc.

Locuções femininas de meio ou instrumento: À vela/a vela; à bala/a bala; à vista/a vista; à mão/a mão. (Prefira crase quando for preciso evitar ambiguidade: Receber à bala).
Aquele, aqueles, aquilo, aquela, aquelas
Referiu-se àquilo;
Foi àquele restaurante;
Dedicou-se àquela tarefa.


Com demonstrativo “a”
A capitania de Minas Gerais estava ligada à de São Paulo;
Falarei às que quiserem me ouvir.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

ACENTUAÇÃO


Regra Geral do Hiato

Acentua-se o "i" ou o "u" quando for a segunda vogal do hiato, tônica, sozinha na sílaba ou formando sílaba com s.
Sa-í-da
Ba-la-ús-tre
Sa-ú-de
Fa-ís-ca
Ca-ís-te
Ba-ú
Não se acentua hiato (í e ú) quando  
Ra-ul
ca-ir
ra-iz
rui-im
ra-i-nha
a-in-da
Palavra mnemônica: LaZaNHRoMaNa

REGRA DO HIATO - NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO
O Novo Acordo Ortográfico aboliu o acento das vogais "i" e "u" tônicas isoladas na sílaba, formando vocábulos paroxítonos, quando precedidas de ditongo.
Bai-u-ca
Bo-cai-u-va
Fei-u-ra
OBSERVAÇÃO
Permanecem acentuadas as suas ocorrências que formam vocábulos oxítonos, exemplo:
Tui-ui-ú, Pi-au-í.

REGRA DO HIATO OO, EE
De acordo com as novas regras ortográficas, não se acentuam mais o primeiro "o" ou "e" dos hiatos ee(s), oo(s) no final das palavras.
OO
Enjoo, perdoo, voo, abençoo
EE
Leem, deem, veem, leem


MONOSSÍLABOS
São acentuados os monossílabos tônicos terminados em “a”, “e” e “o” seguidos ou não de “s”.
Ex: lá, cá, já, gás, pé, fé, mês, três, pó, dó, nó, nós, pôs

RELEMBRANDO 
Oxítonas: sílaba tônica é a última sílaba da palavra.
Paroxítona: sílaba tônica é a penúltima sílaba da palavra.
Proparoxítona: sílaba tônica é a antepenúltima sílaba da palavra.

OXÍTONAS 
São acentuados os oxítonos terminados em:
- A(s): sabiá
- E(s): café
- O(s): cipó
Todas as palavras oxítonas terminadas em “em (éns)” recebem acento agudo se tiverem mais de uma sílaba: recém, parabéns.
- dá-lo, pô-los
PAROXÍTONAS
São acentuadas as palavras paroxítonas terminadas em:
- l: túnel
- i(is): lápis
- n: hífen, prótons
- us: Vênus
- r: caráter
- x: tórax
- ão(s): bênçãos - ã(s): ímã
- um: álbum - uns: álbuns
- ps: bíceps
- DITONGO: (duas vogais na mesma sílaba)Ex: se-cre-tá-ria, á-gua, tê-nue, núp-cias, fa-mí-lia, vô-lei

Palavra mnemônica: LINURXÃO (Ã) UM (UNS) PS DITONGO

Os paroxítonos terminados em “a”, “e” e “o” seguidos ou não de “s” e em “em (ens)” não são acentuados.
Ex: fora, ele, bolos, ordem
Os prefixos terminados em “i” (semi) e “r” (super) também não recebem acento.

Caso a palavra termine em hiato (duas vogais em sílabas separadas), não haverá acento.
Ex: se-cre-ta-ri-a, ele ma-go-a, ele a-ve-ri-gu-a, ne-crop-si-a, ele in-flu-en-ci-a
“Tu côas”, “ele côa” são os únicos hiatos que recebem acento.

PROPAROXÍTONAS
Todas as proparoxítonas são acentuadas.
Ex: máquina, tímido, fábrica


OUTROS CASOS
-Ditongos abertos em palavras oxítonas
ÉIS, ÉU(S), ÓI(S)
papéis, herói, heróis, troféu, céu, mói (moer)

-Somente o verbo pôr recebe acento. Seus derivados, não. Exemplo: expor, impor

-Os derivados dos verbos “ter” podem terminar de duas formas no presente do indicativo: “ém” (3ª pessoa do singular) e “êm” (3ª pessoa do plural).
Ele detém – eles detêm
Ele mantém – eles mantêm
Ele contém – eles contêm

-Verbos ter e vir
na terceira pessoa do plural do presente do indicativo
eles têm, eles vêm
Ele vem aqui; eles vêm aqui. Eles têm sede; ela tem sede.

Os derivados de “vir” (intervir, convir) terminam em “ém” 3ª pessoa do singular e em “êm” 3ª pessoa do plural no presente do indicativo.
- Ele intervém – eles intervêm
- Contem (verbo contar)
- Contém ( A garrafa contém querosene)
- Contêm ( As garrafas contêm querosene)


Verbos terminados em guar, quar e quir
aguar enxaguar, averiguar, apaziguar, delinquir, obliquar usavam acento agudo em algumas pessoas do indicativo, do subjuntivo e do imperativo afirmativo.
Observe:. Quando o verbo admitir duas pronúncias diferentes, usando a ou i tônicos, aí acentuamos estas vogais: eu águo, eles águam e enxáguam a roupa (a tônico); eu delínquo, eles delínquem (í tônico). Se a tônica, na pronúncia, cair sobre o u, ele não será acentuado: Eu averiguo (diga averi-gú-o, mas não acentue) o caso.

Acento diferencial
PODER (diferença entre passado e presente. Ele não pôde ir ontem, mas pode ir hoje. PÔR (diferença com a preposição por): Vamos por um caminho novo, então vamos pôr casacos; TER e VIR e seus compostos (ver acima). Observe: 1) Perdem o acento as palavras compostas com o verbo PARAR: Para-raios, para-choque. 2) FÔRMA (de bolo): O acento será opcional; se possível, deve-se evitá-lo: Eis aqui a forma para pudim, cuja forma de pagamento é parcelada.

USO DO HÍFEN

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

FONOLOGIA


Fonema é o som de cada letra ou de cada dígrafo
Para escrever usamos as letras e para falar usamos os fonemas

Os fonemas são classificados em vogais, consoantes e semivogais:
a) Vogais
A - E - I - O - U
b) Consoantes
B - C - D - F - G - H - J - L - M - N - P - Q - R - S - T - V - X - Z
  De acordo com a passagem do ar as consoantes são classificadas em orais ou nasais. As consoantes nasais da língua portuguesa são três (m, n, nh), todas as demais são orais.
c) Semivogais
  As Semivogais são os fonemas de /I/ e /U/ quando, juntos de uma vogal, formam com ela uma só sílaba.
–Tem que está ao lado de uma vogal
–Tem que ter o som de "i" ou "u"
         Tem que ter o som fraco


DIFERENÇA ENTRE VOGAL E SEMIVOGAL



ENCONTROS VOCÁLICOS


Fonema e Letra

1) O fonema não deve ser confundido com a letra. Na língua escrita, representamos os fonemas por meio de sinais chamados letras. Portanto, letra é a representação gráfica do fonema. Na palavra sapo, por exemplo, a letra representa o fonema /s/ (lê-se sê); já na palavra brasa, a letra representa o fonema /z/ (lê-se ).
2) Às vezes, o mesmo fonema pode ser representado por mais de uma letra do alfabeto. É o caso do fonema /z/, que pode ser representado pelas letras z, s, x:
Exemplos:
    zebra
    casamento
    exílio
3) Em alguns casos, a mesma letra pode representar mais de um fonema. A letra x, por exemplo, pode representar:
    - o fonema : texto
    - o fonema :  exibir
    - o fonema chê: enxame
    - o grupo de sons ks: táxi
4) O número de letras nem sempre coincide com o número de fonemas.
Exemplos:
tóxicofonemas:/t/ó/k/s/i/c/o/letras:t ó x i c o
1 2 3 4 5 6 71 2 3 4 5 6

galho

fonemas:

/g/a/lh/o/

letras:

g a  l h o
1 2  3  41 2 3 4 5
5) As letras m e n, em determinadas palavras, não representam fonemas. Observe os exemplos:
    compra
    conta
Nessas palavras, m e n indicam a nasalização das vogais que as antecedem.
Veja ainda:
    nave: o /n/ é um fonema;
    dança: o não é um fonema; o fonema é /ã/, representado na escrita pelas letras a e n.
6) A letra h, ao iniciar uma palavra, não representa fonema.
Exemplos:
    hojefonemas:ho / j / e /letras:h o j e
    1   2   31 2 3 4
ENCONTROS CONSONANTAIS E DÍGRAFOS

CONTANDO OS FONEMAS

AS LETRAS "M" E "N" NA CONTAGEM DOS FONEMAS

EXERCÍCIOS SOBRE CONTAGEM DE FONEMAS



DIFERENÇAS ENTRE FONEMA,  LETRA E SÍLABA

domingo, 14 de setembro de 2014

CONECTIVOS

CONECTIVOS

1. (CESGRANRIO – 2011 – FINEP – Técnico – Suporte Técnico) Considere a sentença abaixo.
Mariza saiu de casa atrasada e perdeu o ônibus. As duas orações do período estão unidas pela palavra “e”, que, além de indicar adição, introduz a ideia de

a) oposição
b) condição
c) consequência
d) comparação
e) união

2. (FCC – 2012 – TCE-AP – Técnico de Controle Externo) Preços mais altos proporcionam aos agricultores incentivos para produzir mais, o que torna mais fácil a tarefa de alimentar o mundo. Mas eles também impõem custos aos consumidores, aumentando a pobreza e o descontentamento. (início do 2o parágrafo)
A 2a afirmativa introduz, em relação à 1a , noção de

a) condição.
b) temporalidade.
c) consequência.
d) finalidade.
e) restrição.

3. (FUNCAB – 2010 – SEJUS-RO – Contador) Releia-se o que escreve Beccaria:

“Contudo, se o roubo é comumente o crime da miséria e da aflição, se esse crime apenas é praticado por essa classe de homens infelizes, para os quais o direito de propriedade (direito terrível e talvez desnecessário) apenas deixou a vida como único bem, [.......] as penas em dinheiro contribuirão tão-somente para aumentar os roubos, fazendo crescer o número de mendigos, tirando o pão a uma família inocente para dá-lo a rico talvez criminoso.” (parágrafo 5)
A palavra ou locução que, usada no espaço entre colchetes deixado no período, fortalece a conexão lógica entre as orações adverbiais condicionais e o que ele afirma a seguir é:

a) inclusive.
b) além disso.
c) então.
d) por outro lado.
e) mesmo.

4. (FGV – 2010 – DETRAN-RN – Assessor Técnico – Contabilidade) “… e eu sou acaso um deles, conquanto a prova de ter a memória fraca…”; a oração grifada traz uma ideia de:

a) Causa.
b) Consequência.
c) Condição.
d) Conformidade.
e) Concessão.

5. (FUMARC – 2011 – PRODEMGE – Analista de Tecnologia da Informação) No trecho “Ao tempo de Pilatos e de James Joyce, a linguagem virtual estava longe”. Masalém da realidade física, da palavra impressa, ela servia de símbolo da identidade e da perenidade da comunicação”.

Os termos grifados acima têm, respectivamente, a equivalência de

a) adversidade – causa – tempo.
b) consequência – tempo – adversidade.
c) tempo – adversidade – adição.
d) adição – adversidade – tempo.

6. (COPEVE-UFAL – 2010 – CASAL – Advogado) Em qual período o se é uma conjunção integrante?

a) “Paraquedista se prepara para romper a barreira do som com salto da estratosfera.”

b) “Um tecido comum pegaria fogo se fosse exposto diretamente a essa radiação.”

c) “Sabe-se também que a alimentação materna pode ter impacto na chance de a criança vir a desenvolver câncer.”

d) “Marilyn Monroe morreu aos 36 anos de forma trágica, vítima de uma overdose de medicamentos que até hoje não se sabe se foi intencional, acidental ou provocada por alguma misteriosa conspiração política.”

e) “Não fale rápido demais. Se sua dicção não for boa, ninguém irá entender o que você diz.”

7. (CONSULPLAN – 2006 – INB – Analista de Sistemas) “Já a produção de petróleo não é suficiente para atender à demanda, embora a dependência externa no setor tenha conhecido…” O termo “embora”, nesse fragmento, estabelece relação lógico-semântica de:

a) Condição.
b) Adição.
c) Conformidade.
d) Concessão.
e) Tempo.

8. (CONSULPLAN – 2010 – Prefeitura de Congonhas – MG – Técnico de Laboratório – Informática)

“- Pois é, não jogo futebol, mas tenho alma de artilheiro…” a palavra destacada anteriormente exprime ideia de:

a) Escolha.
b) Contraste, oposição.
c) Finalidade.
d) Explicação.
e) Soma, adição.

9. (NCE-UFRJ – 2010 – UFRJ – Contador) “Dicas para acelerar sem perder o ritmo”. Nessa frase, os dois conectivos sublinhados indicam, respectivamente:

a) direção e negação;
b) comparação e ausência;
c) finalidade e concessão;
d) modo e condição;
e) movimento e modo.

10. (FUMARC – 2011 – Prefeitura de Nova Lima – MG – Procurador Municipal) No Texto lê-se: “A língua que falamos é um bem, se considerarmos “bens” “as coisas úteis ao homem”.
O termo sublinhado, segundo Cunha e Cintra (2009), tem o valor de um (a):

a) construção linguística que apresenta relação causal.
b) sintagma com sentido opinativo, que apresenta uma relação comparativa.
c) conectivo com valor de condição, pois indica uma hipótese.
d) vocábulo gramatical, que serve para adicionar uma idéia a outra.


1. C
2. E
3. C
4. E
5. C
6. D
7. D
8. B
9. C
10.C