segunda-feira, 24 de novembro de 2014

De onde vêm as boas idéias? (dublado)

“Autobiografia em Cinco Capítulos”:


1) Ando pela rua Há um buraco fundo na calçada Eu caio Estou perdido… sem esperança. Não é culpa minha. Leva uma eternidade para encontrar a saída.   
2) Ando pela mesma rua. Há um buraco fundo na calçada Mas finjo não vê-lo. Caio de novo. Não posso acreditar que eu estou no mesmo lugar. Mas não é culpa minha. Ainda assim leva um tempão para sair.   
3) Ando pela mesma rua. Há um buraco fundo na calçada Vejo que ele ali está Ainda assim caio… é um hábito. Meus olhos se abrem Sei onde estou É minha culpa. Saio imediatamente.   
4) Ando pela mesma rua. Há um buraco fundo na calçada Dou a volta.   
5) Ando por outra rua.”   

~ Sogyal Rimpoche, Livro Tibetano do Viver e do Morrer, p. 55, Editora Talento – Palas Athenas

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Dicas de sites com textos gratuitos para aprimorar sua interpretação de textos.

Conhecer os principais escritores brasileiros e seus textos célebres é uma boa forma de entrar em contato com o mundo da literatura com facilidade e prazer, garantindo o desenvolvimento da capacidade de interpretação literária.
Outro personagem muito cobrado nas provas é o Garfield, esse gato preguiçoso que questiona os valores tradicionais ligados ao trabalho, sempre de um jeito bem irônico e sarcástico. Aproveite para se divertir.
A Mafalda provavelmente é a personagem dos quadrinhos que mais aparece em concursos e vestibulares. Isto por causa de sua ironia, suas reflexões existenciais, políticas e críticas ao cotidiano. Estar em contato com a inteligência dessa menina é um bom exercício para a interpretação e o raciocínio.
Também tradicional de tirinhas, Calvin aparece bastante nos concursos e vestibulares Brasil afora. Confira as “viagens” e questões existenciais do garotinho e seu tigre de estimação no Depósito do Calvin.
Machado de Assis é considerado por muitos o maior escritor que o Brasil produziu, e um dos maiores da Língua Portuguesa. Seus textos são carregados de ironia e sarcasmo – desde suas crônicas e contos até seus célebres romances. A novidade é que o MEC disponibilizou toda a obra de Machado na internet, gratuitamente
Visões ácidas em relação a questões políticas, existenciais, sociais e cotidianas. O autor das tirinhas é o André Dahmer. Outra boa chance de treinar sua interpretação de textos.
Outro grande escritor que semanalmente publica textos muito comentados no Estadão. Certamente um dos autores mais lidos do país – e muito usado em concursos. Leitura das boas e prenúncio de um bom texto a ser escrito.
Um dos principais escritores brasileiros, João Ubaldo Ribeiro (autor de Viva o Povo Brasileiro) escreveu colunas semanalmente no Estadão, e seus textos podem ser lidos gratuitamente no site do jornal.  Não deixe de ler.
O clássico do quadrinho nacional não pode ficar de fora dessa lista, pois não está de fora dos concursos. As historinhas parecem inocentes, mas podem dar margens a interessantes interpretações. Outra opção é ver as tirinhas no Google Imagens.
Referência:http://canaldoensino.com.br/

terça-feira, 11 de novembro de 2014

O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria, 
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem


Guimarães Rosa

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

ENEM 2014 - PRODUÇÃO DE TEXTO

Critérios de correção de redação do Enem

No próximo fim de semana, nos dias 08 e 09 de novembro, será realizada a 16ª edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que teve 8,7 milhões de candidatos inscritos. A prova de redação será aplicada no último dia no exame, 09 de novembro, e por conta disso a duração será maior em uma hora, em um total de 5 horas e 30 minutos.
No texto de hoje, relacionaremos os pontos principais da prova de redação do Enem a fim de revisarmos alguns aspectos para a prova do próximo final de semana. No entanto, antes disso, gostaríamos de salientar que a nossa próxima publicação, na coluna de redação, será sobre o tema proposto pelo Enem 2014.
Além da revisão, disponibilizamos, ao final do texto, a grade de correção da redação do Enem com as cinco competências avaliadas e suas respectivas faixas de notas.

1. Cumprimento do Tema

O primeiro passo para sair-se bem em qualquer proposta de redação é cumprir o tema selecionado pela banca elaboradora da prova; o tangenciamento indica que o candidato não cumpriu totalmente o tema e a fuga total ao tema acarreta em anulação do texto.

2. Cumprimento do Tipo Textual

O candidato, no caso do Enem, deve escrever uma dissertação-argumentativa. Como trata-se de um tipo textual formal, a primeira pessoa do singular deve ser evitada e, assim, a redação deve ser redigida de maneira impessoal. Caso o texto seja de outro tipo textual ou um gênero qualquer será anulado.

3. Norma Culta da Língua Portuguesa

A linguagem da dissertação-argumentativa deve estar na modalidade escrita formal, seguindo todas as convenções da gramática normativa da Língua Portuguesa. Traços de oralidade (coloquialismos, gírias, palavrões, vícios de linguagem etc) devem ser evitados.

4. Proposta de Intervenção Social

A grade de correção da redação do Enem possui uma particularidade: a quinta competência avalia a presença e a qualidade de uma proposta de intervenção social para o tema proposto, pois este é, tradicionalmente, de cunho social e voltado ao contexto brasileiro. O texto que não sugerir e, assim, não desenvolver uma proposta de intervenção social ficará com nota zero nesta competência.

5. Coesão e Coerência

A dissertação-argumentativa no Enem e em qualquer outro vestibular deve ser coesa e coerente; não deve haver contradições sob nenhuma circunstância.

6. Senso Comum

O chamado “senso comum” deve ter evitado, já que o candidato deve trazer argumentos coesos, coerentes e críticos a fim de se mostrar protagonista de suas opiniões.

7. Impropérios

A presença de qualquer tipo de impropério (ofensa, ultraje, insulto) ou quebra semântica acarretará na anulação da prova de redação do Enem. Este não é o momento de fazer brincadeiras, piadas ou de querer testar a banca de correção do exame.

8. Número de Linhas

Dissertações-argumentativas com menos de sete linhas serão anuladas, já que é humanamente impossível escrever um texto adequado em tantas poucas linhas. O espaço destinado na folha oficial de redação não deve ser ultrapassado pelo candidato.

9. Cópia da Coletânea de Textos Motivadores

O candidato ao Enem deve evitar copiar parcial e/ou integralmente a coletânea de textos motivadores da proposta de redação. Linhas que trazem cópias serão desconsideradas no momento da correção.

10. Título

Segundo as publicações oficiais, o título na redação do Enem é optativo, ou seja, o candidato escolhe se intitula sua dissertação-argumentativa ou não. Portanto, redações intituladas não podem ser privilegiadas em detrimento daquelas que não estão com títulos.

11. Respeito aos Direitos Humanos

O candidato, ao redigir sua dissertação-argumentativa no Enem ou em qualquer outro exame, tem o dever de respeitar os direitos humanos a fim de combater preconceitos de todas as ordens.

12. Planejamento

O planejamento do texto em uma prova de redação é de extrema importância, pois influencia diretamente na coesão e na coerência da redação. Por isso é fundamental fazer um rascunho; este é o momento para o planejamento.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

PRODUÇÃO DE TEXTO - MACONHA

FAÇAM A PESQUISA NO CADERNO DE PRODUÇÃO DE TEXTO
QUESTÃO POLÊMICA SERÁ INDICADA NO DIA DA AVALIAÇÃO
Dias 13 ou 14/11 (aulas dobradas)

Fantástico: Leia sobre o uso medicinal da maconha
G1: Entenda o debate no Senado sobre a maconha


Numa sociedade em que se discute o conceito de cidadania e liberdade, o uso de drogas ilícitas no mundo e no Brasil é um problema que atinge famílias e que precisa ser debatido, principalmente, quando médicos e pesquisadores afirmam a importância do uso medicinal da Cannabis (gênero de planta usada na confecção da maconha). Países como Estados Unidos, Holanda, Portugal, Canadá e Uruguai buscaram resolver a questão com a descriminalização da droga.

No Brasil, essa discussão tem sido recorrente em função da existência do tráfico e de sua violência, além de termos agora um vizinho que decidiu pela liberação da maconha, o Uruguai. Ficar ligado na opinião de especialistas na área, desde médicos a juízes, assim como, sociólogos e psicólogos que tratam do tema é uma maneira de se preparar adequadamente sobre o assunto. Há dois bons documentários que não devem ser deixados de lado: Cortina de Fumaça e Quebrando o Tabu. 

Publicado em 2012. O filme "Cortina de Fumaça" coloca em questão a política de drogas vigente no mundo, dando atenção às suas conseqüências político-sociais em países como o Brasil e em particular na cidade do Rio de Janeiro.




Quebrando Tabu (Quebrando o Tabu: 2011 / Brasil, Argentina, França, Holanda, Portugal, Suíça, Estados Unidos)

Direção: Fernando Grostein Andrade

Roteiro: Fernando Grostein Andrade, Thomaz Souto Correa, Carolina Kotscho, Ricardo Setti e Ilona 

Com: Fernando Henrique Cardoso, Jimmy Carter, Bill Clinton, Paulo Coelho.

Duração: 100 min

Publicado em 12/12/2012
Há 40 anos os EUA levaram o mundo a declarar guerra às drogas, numa cruzada por um mundo livre de drogas. Mas, os danos causados pelas drogas nas pessoas e na sociedade só cresceram. Abusos, informações equivocadas, epidemias, violência e o fortalecimento de redes criminosas são os resultados da guerra perdida numa escala global. Num mosaico costurado por Fernando Henrique Cardoso, Quebrando o Tabu escuta vozes das realidades mais diversas do mundo em busca de soluções, princípios e conclusões. Bill Clinton, Jimmy Carter e ex-chefes de Estado, como Colômbia, México e Suíça, revelam porque mudaram de opinião sobre um assunto que precisa ser discutido e esclarecido. Do aprendizado de pessoas comuns, que tiveram suas vidas marcadas pela Guerra às Drogas, até experiências de Dráuzio Varella, Paulo Coelho e Gael Garcia Bernal, Quebrando Tabu é um convite a discutir um problema com todas as famílias.

Crítica

Quebrando o Tabu se enreda num terreno conflituoso. Mas o faz por necessidade: há muito que se discutir quando o que está em jogo é a regulamentação das drogas. O filme de Fernando Grostein Andrade logo assume algumas dificuldades: narrar uma pequena história de contradições e interesses com parcialidade – o que é um mérito, pois não há nada menos cinematográfico que o mito da imparcialidade. Capitaneado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o documentário visa desmistificar a lógica e a métrica da produção, da distribuição e do consumo das principais drogas hoje ilícitas (isto é, imorais), embora seja claramente uma peça de defesa da regulamentação e legalização especificamente da maconha. Há, claro, a necessidade de trazer o grande público para dentro do debate, sendo que a ilegalidade das drogas é a alimentação do tráfico, das milícias (o que não aparece no filme, mas deveria) e de uma política opressora que aufere todos seus esforços, suas forças táticas e inteligentes, no combate a um inimigo que foi por ela mesma criado.
O argumento é o seguinte: drogas sempre foram consumidas pela espécie humana, em muitos dos registros históricos conhecidos. Além disso, elas constituíam parte de toda uma simbologia cultural, preenchiam cultos religiosos que contribuíam na ligação do corpo com o espírito. Com o início das políticas repressivas, o movimento de combate às drogas conduzido pelo governo dos Estados Unidos, sob a massiva propaganda de guerra à época da invasão do Vietnã pelos EUA, logo ganhou força em outros países. Se a Lei Seca americana já havia incentivado uma rede inteira de mercados de produção e venda de bebidas alcoólicas no início do século passado, hoje, a política criminalizante e estritamente punitiva contra as drogas não corrigiu os problemas do consumo irresponsável (uma questão bastante discutível) e potencializou o uso marginal, assim como deu poder ao tráfico para depois querer tirá-lo sob o pretexto da salvaguarda da moral e da segurança. Política de contradições e interesses, que também não aparecem no filme, a guerra as drogas não falha porque é ineficiente, mas porque cria monstros que ela mesma visa combater.
Neste ponto, o filme Cortina de Fumaça, Você Precisa Ouvir o que Eles Têm a Dizer (2011), de Rodrigo Mac Niven, assusta muito mais os discursos opressores. Menos badalado e menos visto, o filme de Mac Niven aprofunda a questão ao retirar o estigma do usuário doente e levar a questão para longe das disputas de ego. Cortina parte de onde Quebrando o Tabu termina: após a regulamentação, resta todo o processo produtivo pelas cooperativas e as redes de consumo que plantam e usam as drogas para fins medicinais e recreativos. Grosso modo, a diferença entre os filmes é que, enquanto Cortina de Fumaça não chama o usuário de doente, Quebrando o Tabu o faz; o primeiro reconhece que a política antidrogas é uma política de combate às classes mais baixas. Ora, se a produção e consumo de drogas sempre fez parte da espécie, não há mal em seu uso – o que precisa é um programa educativo pungente, como mostram os dois filmes; aqui, o filme ancorado pelo ex-presidente vai mais fundo.
Mais que apresentar ex-presidentes arrependidos de suas atuações frente ao combate,Quebrando o Tabu perde a oportunidade de conectar-se à disputa ainda mais profunda. O que fica claro é uma carência de um posicionamento mais crítico, que escape à questão moral e não sucumba à publicidade dos discursos. Ora, se usuários de drogas não são criminosos, não são necessariamente doentes, como diz FHC. Se, por um lado, rever uma opinião equivocada é atitude honrada – e o filme apropria-se disso como bandeira – a mera exposição culpada daquilo que poderia ter sido não é sustentação suficiente para a defesa de um argumento. Há muito mais a fazer do que apresentar casos internacionais (Holanda, Suíça, Suécia, Portugal), pois há também toda uma teia de complexas relações materiais e de classes a ser compreendida e levada à análise.
A trilha sonora revela algo dos discursos. Ao contrário de Cortina de Fumaça, em que o silêncio é muito, não há diálogos sem música pontuando as falas em Quebrando o Tabu. Todavia, Fernando Grostein coloca pais lamentando a dureza de ver filhos viciados, quando, a bem dizer, o debate do filme não é este. Assim, persiste a ideia do preto, pobre, maconheiro e doente, uma vez que o menino de classe média é apenas vítima do poder coercitivo do tráfico e das substâncias viciantes contidas nas drogas. Quebrar o tabu é estraçalhar com outras situações.
  in http://www.papodecinema.com.br/
Referência: http://educacao.globo.com/
VEJA PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A MACONHA


Guerra de estudos
Argumentos contra a droga

» A fumaça tem substâncias cancerígenas
» Pode desencadear esquizofrenia em pessoas com tendência a desenvolver a doença
» Baixa a testosterona e favorece a infertilidade
» Traz prejuízos em atenção e memória

Fonte: Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina


Argumentos a favor da droga

» Ajuda a reduzir náusea e vômitos
provocados pela quimioterapia em pacientes com câncer
» Diminui as dores em portadores de esclerose muscular múltipla
» Aumenta o apetite em vítimas de Aids ou câncer, evitando a desnutrição
» Auxilia viciados em crack a largar a droga

Fonte: Dartiu Xavier, professor da Unifesp

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Respeito ao bem comum com protagonismo constitui assim uma das finalidades mais importantes da política da igualdade e se expressa por condutas de participação e  solidariedade, respeito e senso de responsabilidade, pelo outro e pelo público.
(pág 19)

O aprimoramento do educando como pessoa humana destaca a ética, a autonomia intelectual e o pensamento crítico. Em outras palavras, convoca a constituição de uma identidade autônoma.
(pág 27)


Despacho do Ministro, publicado no Diário Oficial da União de 26/6/1998 - DCNEM. 

terça-feira, 14 de outubro de 2014

USO DA CRASE

CRASE
Caso
Uso obrigatório
Uso proibitivo
Uso facultativo
Antes de palavras masculinas
Quando estiver implícito “à moda de”: móveis à Luís 15;  Quando subentendido termo feminino: vou à [praça]João Mendes
Viajar a convite, traje a rigor, passeio a pé, sal a gosto, TV a cabo, barco a remo, carro a álcool etc.

Antes de verbos

Disposto a colaborar.

Antes de pronomes

Antes da maior parte deles: Disse a ela que não virá; nunca se refere a você.
Pronomes possessivos: Enviou a carta à sua família. Enviou a carta a sua família.
Quando "a" vem antes de plural

A pesquisa não se refere a mulheres casadas.

Expressões formadas por palavras repetidas

Cara a cara; ponta a ponta frente a frente; gota a gota.

Depois de "para", "perante", "com", "contra" outras preposições

O jogo está marcado para as 16h; foi até a esquina; lutou contra as americanas.

Depois de "até"


"Fui até a secretaria" ou "Fui até à secretaria"
Antes de cidades, Estados, países
Foi à Itália (voltou da Itália).
Chegou à Paris dos poetas (voltou da Paris dos poetas).
Foi a Roma (voltou de Roma).
Foi a Paris (voltou de Paris).

Locuções adverbiais, conjuntivas ou prepositivas de base feminina
Às vezes, às pressas, à primeira vista, à medida que, à noite, à custa de, à procura de, à beira de, à tarde, à vontade, às cegas, às escuras, às claras, etc.

Locuções femininas de meio ou instrumento: À vela/a vela; à bala/a bala; à vista/a vista; à mão/a mão. (Prefira crase quando for preciso evitar ambiguidade: Receber à bala).
Aquele, aqueles, aquilo, aquela, aquelas
Referiu-se àquilo;
Foi àquele restaurante;
Dedicou-se àquela tarefa.


Com demonstrativo “a”
A capitania de Minas Gerais estava ligada à de São Paulo;
Falarei às que quiserem me ouvir.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

ACENTUAÇÃO


Regra Geral do Hiato

Acentua-se o "i" ou o "u" quando for a segunda vogal do hiato, tônica, sozinha na sílaba ou formando sílaba com s.
Sa-í-da
Ba-la-ús-tre
Sa-ú-de
Fa-ís-ca
Ca-ís-te
Ba-ú
Não se acentua hiato (í e ú) quando  
Ra-ul
ca-ir
ra-iz
rui-im
ra-i-nha
a-in-da
Palavra mnemônica: LaZaNHRoMaNa

REGRA DO HIATO - NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO
O Novo Acordo Ortográfico aboliu o acento das vogais "i" e "u" tônicas isoladas na sílaba, formando vocábulos paroxítonos, quando precedidas de ditongo.
Bai-u-ca
Bo-cai-u-va
Fei-u-ra
OBSERVAÇÃO
Permanecem acentuadas as suas ocorrências que formam vocábulos oxítonos, exemplo:
Tui-ui-ú, Pi-au-í.
Não se acentuam as letras "i" e "u" dos hiatos se vierem precedidas de vogal idêntica: 
xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba 
No entanto, tratando-se de palavra proparoxítona haverá o acento, já que a regra de acentuação das proparoxítonas prevalece sobre a dos hiatos: 
fri-ís-si-mo, se-ri-ís-si-mo 


REGRA DO HIATO OO, EE
De acordo com as novas regras ortográficas, não se acentuam mais o primeiro "o" ou "e" dos hiatos ee(s), oo(s) no final das palavras.
OO
Enjoo, perdoo, voo, abençoo
EE
Leem, deem, veem, leem


MONOSSÍLABOS
São acentuados os monossílabos tônicos terminados em “a”, “e” e “o” seguidos ou não de “s”.
Ex: lá, cá, já, gás, pé, fé, mês, três, pó, dó, nó, nós, pôs

RELEMBRANDO 
Oxítonas: sílaba tônica é a última sílaba da palavra.
Paroxítona: sílaba tônica é a penúltima sílaba da palavra.
Proparoxítona: sílaba tônica é a antepenúltima sílaba da palavra.

OXÍTONAS 
São acentuados os oxítonos terminados em:
- A(s): sabiá
- E(s): café
- O(s): cipó
Todas as palavras oxítonas terminadas em “em (éns)” recebem acento agudo se tiverem mais de uma sílaba: recém, parabéns.
- dá-lo, pô-los
PAROXÍTONAS
São acentuadas as palavras paroxítonas terminadas em:
- l: túnel
- i(is): lápis
- n: hífen, prótons
- us: Vênus
- r: caráter
- x: tórax
- ão(s): bênçãos - ã(s): ímã
- um: álbum - uns: álbuns
- ps: bíceps
- DITONGO: (duas vogais na mesma sílaba)Ex: se-cre-tá-ria, á-gua, tê-nue, núp-cias, fa-mí-lia, vô-lei

Palavra mnemônica: LINURXÃO (Ã) UM (UNS) PS DITONGO

Os paroxítonos terminados em “a”, “e” e “o” seguidos ou não de “s” e em “em (ens)” não são acentuados.
Ex: fora, ele, bolos, ordem
No caso de “himens”  (paroxítona terminada em “-ens”)- no singular, a palavra é acentuada: “hímen”. 
Observe que as palavras (paroxítonas) terminadas em “-ens” é que perdem o acento.

 pólen - polens 
hífen - hifens, 
cátion - cátions
íon - íons 

Os prefixos terminados em “i” (semi) e “r” (super) também não recebem acento.

Caso a palavra termine em hiato (duas vogais em sílabas separadas), não haverá acento.
Ex: se-cre-ta-ri-a, ele ma-go-a, ele a-ve-ri-gu-a, ne-crop-si-a, ele in-flu-en-ci-a
“Tu côas”, “ele côa” são os únicos hiatos que recebem acento.

PROPAROXÍTONAS
Todas as proparoxítonas são acentuadas.
Ex: máquina, tímido, fábrica


OUTROS CASOS
-Ditongos abertos em palavras oxítonas
ÉIS, ÉU(S), ÓI(S)
papéis, herói, heróis, troféu, céu, mói (moer)

-Somente o verbo pôr recebe acento. Seus derivados, não. Exemplo: expor, impor

-Os derivados dos verbos “ter” podem terminar de duas formas no presente do indicativo: “ém” (3ª pessoa do singular) e “êm” (3ª pessoa do plural).
Ele detém – eles detêm
Ele mantém – eles mantêm
Ele contém – eles contêm

-Verbos ter e vir
na terceira pessoa do plural do presente do indicativo
eles têm, eles vêm
Ele vem aqui; eles vêm aqui. Eles têm sede; ela tem sede.

Os derivados de “vir” (intervir, convir) terminam em “ém” 3ª pessoa do singular e em “êm” 3ª pessoa do plural no presente do indicativo.
- Ele intervém – eles intervêm
- Contem (verbo contar)
- Contém ( A garrafa contém querosene)
- Contêm ( As garrafas contêm querosene)


Verbos terminados em guar, quar e quir
guar ; averiguar; apaziguar; aguar; enxaguar
quar ; obliquar
quir ; delinquir
aguar enxaguar, averiguar, apaziguar, delinquir, obliquar usavam acento agudo em algumas pessoas do indicativo, do subjuntivo e do imperativo afirmativo.

Observe:. Quando o verbo admitir duas pronúncias diferentes, usando a ou i tônicos, aí acentuamos estas vogais: 
eu águo, eles águam e enxáguam a roupa (a tônico); 
eu delínquo, eles delínquem (í tônico). 

Se a tônica, na pronúncia, cair sobre o u, ele não será acentuado: Eu averiguo (diga averi-gú-o, mas não acentue) o caso.

a- Paroxítonas terminas em dit. crescente:- 
eu enxáguo - águo - averíguo 
tu enxáguas - águas - averíguas 
ele enxágua - água - averígua 
eles enxáguam - águam - averíguam 

Que eu enxágue - águe - averígue 
Que tu enxágues - águes - averígues 
Que ele enxágue - águe - averígue 
Que eles enxáguem - águem - averíguem 


b) Hiato entre o " u " e a vogal seguinte, sem acento algum: 
eu enxaguo - aguo - averiguo ( gu-o ) 
tu enxaguas - aguas - averiguas ( gu-as ) 
ele enxagua - agua - averigua ( gu-a ) 
eles enxaguam - aguam - averiguam ( gu-am ) 

Que eu enxague - ague - averigue ( gu - e ) 
Que tu enxagues - agues- averigues ( gu-es ) 
que ele enxague - ague - averigue ( gu-e ) 
Que eles enxaguem - aguem - averiguem ( gu-em) 

Acento diferencial
PODER (diferença entre passado e presente. Ele não pôde ir ontem, mas pode ir hoje. PÔR (diferença com a preposição por): Vamos por um caminho novo, então vamos pôr casacos; TER e VIR e seus compostos (ver acima). Observe: 1) Perdem o acento as palavras compostas com o verbo PARAR: Para-raios, para-choque. 2) FÔRMA (de bolo): O acento será opcional; se possível, deve-se evitá-lo: Eis aqui a forma para pudim, cuja forma de pagamento é parcelada.

USO DO HÍFEN