quinta-feira, 14 de maio de 2015

CONTO



1. CASA DE VÔ - Beatriz Vichessi

2. O caboclo, o padre e o estudanteColhido no Ceará por  Gustavo Barroso

3. O EU, O TU E O ELET. Santos

EXERCÍCIOS TEXTO 1
EXERCÍCIOS TEXTO 2
EXERCÍCIOS TEXTO 3

Um conto é uma narrativa ficcional curta.
Não faz rodeios: vai direto ao assunto.
Apresenta poucas personagens, poucas ações e tempo e espaço bem reduzidos.
No conto tudo importa: cada palavra é uma pista. Em uma descrição, informações valiosas; cada adjetivo é insubstituível; cada vírgula, cada ponto, cada espaço – tudo está cheio de significado.

O conto está para o romance assim como a fotografia está para o cinema: o contista quanto o fotógrafo devem selecionar uma situação e tentar extrair dela o máximo. 


Enredo
Conflito:
é uma oposição entre elementos da história – fatos, personagens, ambiente, ideias, desejos, opiniões – da qual resulta uma tensão que organiza os fatos. O conflito cria no leitor ou no ouvinte expectativa em relação aos fatos da história e a ele se deve a estruturação do enredo em partes: introdução (ou apresentação), complicação (ou desenvolvimento), clímax e desfecho.
Introdução (ou apresentação):
geralmente coincide com o começo da história. Nela o narrador costuma apresentar os fatos iniciais, as personagens e, eventualmente, o tempo ou o espaço. A introdução de um texto narrativo é muito importante, porque deve despertar a atenção do leitor e situá-lo na história que vai ler. É comum optarmos ou não pela leitura de um livro depois de lermos seu início.
Complicação (ou desenvolvimento):
é a parte do enredo em que é desenvolvido o conflito. Clímax: é o momento culminante da história, o momento de maior tensão, aquele em que o conflito atinge o seu ponto máximo. Numa história o clímax pode ser o ponto de referência para as outras partes do enredo.
Desfecho (desenlace
ou conclusão):
É a solução do conflito, a parte final: boa, má, surpreendente, trágica, cômica, feliz, etc.
Tempo
Cronológico:
é o tempo que transcorre a ordem natural dos fatos no enredo, do começo para o final. Está ligado ao enredo linear, ou seja, à ordem em que os fatos ocorrem. Chama-se tempo cronológico porque pode ser medido em horas, meses, anos, séculos.
Psicológico:
é o tempo que transcorre numa ordem determinada pela vontade, pela memória ou pela imaginação do narrador ou personagem. É característico de enredo não linear, ou seja, do enredo em que os acontecimentos estão fora da ordem natural.
Técnica do flashback:

é um recurso narrativo que consiste em voltar no tempo. Ocorre, por exemplo, quando uma personagem lembra um fato ou conta a outras personagens fatos que acrescentam informações ou esclarecem uma situação, um enigma.
Espaço
Físico (ou geográfico):
é o lugar onde acontecem os fatos que envolvem as personagens: uma máquina do tempo, uma casa, uma praça, Londres. O espaço pode ser descrito detalhadamente ou suas características podem aparecer diluídas na narração. Quase sempre é possível identificá-lo como espaço aberto ou fechado, urbano ou rural, etc.
Social (ambiente):
é o espaço relativo às condições socioeconômicas, morais e psicológicas que dizem respeito às personagens. Possibilita situar as personagens na época, no grupo social e nas condições em que se passa a história, projetar os conflitos vividos por elas, fornecer pistas para certo tipo de desfecho.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

5 Dicas Para Fazer Um Bom Resumo

por INFOENEM
Há alguns dias, mais precisamente na última sexta-feira, falamos sobre a diferença entre resumo e resenha (Não viu? Clique aqui para ler o artigo). Hoje, trazemos algumas dicas e técnicas para que você consiga realizar um resumo que realmente te ajude na fixação dos conteúdos estudados.
Antes de qualquer dica, é importante destacar que fazer resumo não é copiar! Não adianta nada escolher meia dúzia de parágrafos, transcrevê-los e chamar isso de resumo. Esse amontoado de palavras pode ser qualquer coisa, menos um resumo de verdade! Além disso, não vai te auxiliar em nada na fixação e entendimento do conteúdo. Tendo isso em mente, podemos fazer receita que, caso siga o passo a passo, conseguirá realizar um ótimo resumo:
  1. Leia atentamente o texto-fonte, para ter uma visão geral do assunto tratado.

  2. Faça uma nova leitura, desta vez separando (grifando ou fazendo uma lista) as partes que julga serem as mais importantes de cada parágrafo. Essa fase é muito importante, pois são justamente essas anotações que servirão como base para seu resumo.

  3. Escreva, agora com suas palavras, todas as ideias e informações que separou anteriormente.

  4. Reescreva seu resumo. Afinal, dificilmente a primeira versão apresenta uma construção de parágrafos e de organização de ideias satisfatórias.

  5. Leia atentamente seu resumo, observando principalmente se não houve adição de comentário pessoais que não sejam do autor do texto-base. Essa última análise também é muito importante porque, como já ressaltamos anteriormente, diferentemente da resenha, o resumo não deve conter nenhum olhar crítico referente ao texto original.

SINONÍMIA

Semântica/Estilística


quarta-feira, 1 de abril de 2015

TEXTO INJUNTIVO E PRESCRITIVO

Consultar uma bula de remédio, recorrer a uma receita culinária, atentar de um modo mais efetivo para o edital de um concurso, enfim... situações como essas denunciam os tantos posicionamentos tomados pelos usuários da língua e fazem com que a noção de gêneros textuais se torne cada vez mais  relevante e mais materializada, dada a condição de tais gêneros representarem diversas circunstâncias de comunicação a que estamos submetidos cotidianamente.

Texto Injuntivo

* As instruções materializadas por meio de uma receita culinária;
* O discurso manifestado mediante um manual de instruções;
* A mensagem revelada pela maioria dos livros de autoajuda.

O texto injuntivo incita ao cumprimento escrupuloso de diferentes etapas, cronologicamente ordenadas, de execução de uma ação.

1ª parte: descrição dos materiais e circunstâncias 
2ª parte: enumeração de procedimentos 

Conjugação verbal:

— 3ª pessoa do conjuntivo (forma supletiva do Modo Imperativo):
"Coloque a tampa e a seguir pressione."
— Presente do Indicativo com sujeito indeterminado:
"Coloca-se a tampa e a seguir pressiona-se."
— Infinitivo:
"Colocar a tampa e a seguir pressionar."

_____________________________________________________________________

PREÂMBULO ÀS INSTRUÇÕES PARA DAR CORDA AO RELÓGIO
Pensa nisto: quando te oferecem um relógio, oferecem-te um pequeno inferno florido, uma prisão de rosas, um calabouço de ar. Não te dão somente o relógio, muitos parabéns, que te dure muitos e bons, é uma ótima marca, suíço com não sei quantos rubis, não te oferecem somente esse pequeno pedreiro que prenderás ao pulso e passeará contigo. Oferecem-te -- ignoram-no, é terrível ignorá-lo -- um novo bocado frágil e precário de ti mesmo, algo que é teu mas não é o teu corpo, que tens de prender ao teu corpo com uma correia, como um bracinho desesperado pendente do pulso. Oferecem-te a necessidade de lhe dar corda todos os dias, a obrigação de dar corda para que continue a ser um relógio; oferecem-te a obsessão de ver as horas certas nas montras das joalharias, o sinal horário na rádio, o serviço telefônico. Oferecem-te o medo de o perder, de seres roubado, de que caia ao chão e se parta. Oferecem-te uma marca, a convicção de que é uma marca superior às outras, oferecem-te a tentação de comparares o teu com os outros relógios. Não te oferecem um relógio, és tu o oferecido, a ti oferecem para o nascimento do relógio.

INSTRUÇÕES PARA DAR CORDA AO RELÓGIO
Lá bem no fundo está a morte, mas não tenha medo. Segure o relógio com uma mão, com dois dedos na roda da corda, suavemente faça-a rodar. Um outro tempo começa, perdem as árvores as folhas, os barcos voam, como um leque enche-se o tempo de si mesmo, dele brotam o ar, a brisa da terra, a sombra de uma mulher, o perfume do pão.


Quer mais alguma coisa? Aperte-o ao pulso, deixe-o correr em liberdade, imite-o sôfrego. O medo enferruja as rodas, tudo o que se poderia alcançar e foi esquecido vai corroer as velas do relógio, gangrenando o frio sangue dos seus pequenos rubis. E lá bem no fundo está a morte, se não corrermos e chegarmos antes para compreender que já não interessa nada.
Julio Cortázar
____________________________________________________________

Exercício:

Elabore um texto injuntivo. Pode optar:

— Instruções para guiar numa noite de nevoeiro
— Instruções para fazer sala
— Instruções para fazer um político
— Instruções para sonhar
Texto Prescritivo
 Literalmente nos remetendo à noção de prescrever, caracterizam-se por algo que deve ser cumprido à risca, cujas instruções são inquestionáveis, ou seja, devemos segui-las ao “pé da letra”, especificamente dizendo.  Portanto, trata-se de uma imposição de natureza coercitiva, cujos casos representativos podem assim se demarcar:

* Os discursos revelados nos artigos da Constituição ou do Código de Processo Penal;
* As regras proferidas mediante os pressupostos gramaticais;
* As cláusulas regidas mediante um dado contrato;
* As instruções manifestadas na maioria dos editais de concursos públicos.

Referências
texto
http://www.brasilescola.com/
http://www.prof2000.pt/ 

OS PESSOAS EM FERNANDO

FERNANDO PESSOA

terça-feira, 31 de março de 2015


Alunos do PA
Atividade de abril
Faça a sua inscrição no
CURSINHO PRÉ-UNIVERSITÁRIO ONLINE
caderno na mão
anotando as habilidades em que encontrarão dificuldades

segunda-feira, 30 de março de 2015

ENTREVISTA

Transforme a entrevista oral numa entrevista escrita
A entrevista realizada pelo grupo deverá ser adaptada para o texto escrito
  • Procure:
    • detectar os interlocutores;
    • registar apenas as ideias principais;
    • usar a pontuação adequada.
  • Evite:
    • reproduzir as palavras e frases integralmente;
    • reproduzir hesitações e pausas;
    • reproduzir informações acessórias.
  •  Reconstrua as perguntas que estiveram na base desta entrevista truncada.
O marinheiro que não voltou 
Há sonhos que não se pode fingir que não existem. António Duarte Silva queria ser marinheiro. Saiu de Portugal e foi à procura desse sonho. Encontrou-o no Mediterrâneo, ao leme de alguns dos veleiros mais bonitos que já se construíram. Primeiro como marujo, depois como arrais, depois ainda como comandante, até se tornar num dos mais conceituados técnicos de restauro de iates clássicos. Teve um percurso de vida que só acontece, para a maioria de nós, nos sonhos.

Entrevista de Gonçalo Cadilhe
in GR, 107
GLOSSÁRIO
  1. Um arrais é um profissional da marinha mercante encarregue do governo de uma pequena embarcação de pesca. No Brasil, um arraisamador é um desportista náutico habilitado a conduzir embarcações de recreio nos limites da navegação interior.
  2. Arrais – Wikipédia, a enciclopédia livre

    pt.wikipedia.org/wiki/Arrais

EXERCÍCIOS INTERATIVOS


PARA NIVELAMENTO - 1º EM

ADJETIVO - GRAU SUPERLATIVO ABSOLUTO SINTÉTICO
SUBSTANTIVO - GÊNERO 01
SUBSTANTIVO - GÊNERO 02
SUBSTANTIVO - SINGULAR E PLURAL
SUBSTANTIVO - PLURAL
SUBSTANTIVO - SINGULAR OU PLURAL
SUBSTANTIVO COMPOSTO - PLURAL
SUBSTANTIVO - GRAU
SUBSTANTIVO- COLETIVOS 01
SUBSTANTIVO - COLETIVOS 02
SUBSTANTIVO - COLETIVOS 03
SUBSTANTIVO- COLETIVOS 04
SUBSTANTIVO- COLETIVOS 05
SUBSTANTIVO - COLETIVOS 06
PREPOSIÇÕES
PREPOSIÇÃO (SOB/SOBRE)

PALAVRAS CRUZADAS
RECURSOS ESTILÍSTICOS


TEORIA DA COMUNICAÇÃO

Toda comunicação tem como objetivo principal transmitir uma mensagem de maneira eficaz, ou seja, se fazer entender. Não existe uma única maneira de fazer isso. Uma mesma mensagem pode ser transmitida de várias formas, por exemplo, de maneira formal ou informal, com mensagem escrita ou oral, verbal ou através de imagens.

Afinal, como se dá o processo de comunicação? 

Para a comunicação ser efetiva, é necessário que seis elementos atuem concomitantemente. Nesta matéria você aprenderá a função e como reconhecer cada um deles. Confira o esquema e a descrição abaixo:

Emissor: aquele que emite a mensagem.

Receptor: aquele a qual a mensagem se destina.

Mensagem: conteúdo transmitido.

Canal: meio utilizado para transmitir a mensagem. No caso da fala, o canal é o ar, no qual as ondas do som são transmitidas; se a mensagem é escrita, o canal é o papel etc.

Código: são os elementos utilizados para codificar uma mensagem. Idiomas e sinais são códigos. Quando falamos ou escrevemos no Brasil, a Língua Portuguesa é o código utilizado. Ao dirigir, placas e as luzes do semáforo são códigos utilizados para sinalizar algo, por exemplo, sabemos que “verde” significa “siga em frente” e “vermelho” significa “pare”. Braile e Libras também são códigos, e assim por diante.

Referente: é o contexto ou situação utilizados para dar sentido a uma mensagem. Nada adianta haver um emissor transmitindo uma mensagem em um determinado código para um receptor através de um canal, todos não estiverem sob um mesmo contexto. Não haverá entendimento. O contexto geralmente é um aspecto cultural, havendo variação dependendo da região, da geração (idade das pessoas envolvidas) etc.

sexta-feira, 27 de março de 2015

SUJEITO COMPOSTO

Casos específicos
Quando no sujeito aparecerem as conjunções ou e nem, transmitindo ideia de inclusão, o verbo deverá aparecer no plural. Quando transmitirem ideia de exclusão, o verbo deverá aparecer no singular.
·         Nem a mãe nem o pai conseguem compreender a filha. (inclusão)
·         Patinação na rua ou patinação no gelo são os meus esportes preferidos. (inclusão)
·         Pedro ou Heloísa conseguirá vencer o concurso de matemática. (exclusão)
·         Nem Rio de Janeiro nem Recife será o destino das minhas próximas férias. (exclusão)

Com as expressões nem um nem outro e ou um ou outro, o verbo deverá ser escrito preferencialmente no singular, embora possa aparecer no plural. Contudo, quando há uma ação recíproca, o verbo deverá aparecer sempre no plural.
·         Nem um nem outro foi à festa.
·         Nem um nem outro foram à festa.
·         Nem um nem outro se cumprimentaram de forma respeitosa.

DISCURSO DIRETO, INDIRETO e INDIRETO LIVRE

Discurso direto
Discurso indireto
Uso da primeira ou segunda pessoa
-Iremos à igreja, você vai conosco? – perguntou a menina.
Uso da terceira pessoa
A menina disse a sua irmã que iria à igreja e pergunta-lhe se ela quer ir também.
Verbo no presente do indicativo
Terminamos a tarefa. – disseram as crianças.
Verbo no pretérito perfeito do indicativo
As crianças disseram que haviam terminado a tarefa.
Verbo no pretérito perfeito do indicativo
Vocês já terminaram a tarefa? – perguntou o professor.
Verbo no mais-que-perfeito do indicativo
O professor perguntou se os alunos tinham terminado a tarefa
Verbo no futuro do presente do indicativo
Vocês terminarão a tarefa em casa. Indica a professora.
Verbo no futuro do pretérito do indicativo
A professora indicou que os alunos terminariam a tarefa em casa.
Verbo no imperativo
Terminem a tarefa! – insistiu a professora.
Verbo no pretérito imperfeito do subjuntivo
A professora insistiu para que os alunos terminassem a tarefa.
Verbo de elocução acompanhado de sinal de pontuação.
A professora disse:
- Terminem a tarefa, alunos!
Ausência de pontuação.
A professora disse para que os alunos terminassem a tarefa.
Pronome demonstrativo de 1ª pessoa
-Esta tarefa está bastante difícil! – exclamou o aluno.
Pronome demonstrativo de 3ª pessoa
O aluno disse que aquela tarefa estava bastante difícil.

Transposição do discurso direto para o indireto
Do confronto destas duas frases:
"- Guardo tudo o que meu neto escreve - dizia ela." (A.F. Schmidt)
"Ela dizia que guardava tudo o que o seu neto escrevia."
verifica-se que, ao passar-se de um tipo de relato para outro, certos elementos do enunciado se modificam, por acomodação ao novo molde sintático.
a) Discurso direto enunciado 1ª ou 2ª pessoa.
"-Devia bastar, disse ela; eu não me atrevo a pedir mais." (M. de Assis)
Discurso indireto: enunciado em 3ª pessoa:
"Ela disse que deveria bastar, que ela não se atrevia a pedir mais"
b) Discurso direto: verbo enunciado no presente:
"- O major é um filósofo, disse ele com malícia." (Lima Barreto)
Discurso indireto: verbo enunciado no imperfeito:
"Disse ele com malícia que o major era um filósofo."
c) Discurso direto: verbo enunciado no pretérito perfeito:
"- Caubi voltou, disse o guerreiro Tabajara."(José de Alencar)
Discurso indireto: verbo enunciado no pretérito mais-que-perfeito:
"O guerreiro Tabajara disse que Caubi tinha voltado."
d) Discurso direto: verbo enunciado no futuro do presente:
"- Virão buscar V muito cedo? - perguntei."(A.F. Schmidt)
Discurso indireto: verbo enunciado no futuro do pretérito:
"Perguntei se viriam buscar V. muito cedo"
e) Discurso direto: verbo no modo imperativo:
"- Segue a dança! , gritaram em volta. (A. Azevedo)
Discurso indireto: verbo no modo subjuntivo:
"Gritaram em volta que seguisse a dança."
f) Discurso direto: enunciado justaposto:
"O dia vai ficar triste, disse Caubi."
Discurso indireto: enunciado subordinado, geralmente introduzido pela integrante que:
"Disse Caubi que o dia ia ficar triste."
g) Discurso direto:: enunciado em forma interrogativa direta:
"Pergunto - É verdade que a Aldinha do Juca está uma moça encantadora?" (Guimarães Rosa)
Discurso indireto: enunciado em forma interrogativa indireta:
"Pergunto se é verdade que a Aldinha do Juca está uma moça encantadora."
h) Discurso direto: pronome demonstrativo de 1ª pessoa (este, esta, isto) ou de 2ª pessoa (esse, essa, isso).
"Isto vai depressa, disse Lopo Alves."(Machado de Assis)
Discurso indireto: pronome demonstrativo de 3ª pessoa (aquele, aquela, aquilo).
"Lopo Alves disse que aquilo ia depressa."
i) Discurso direto: advérbio de lugar aqui:
"E depois de torcer nas mãos a bolsa, meteu-a de novo na gaveta, concluindo:
- Aqui, não está o que procuro."(Afonso Arinos)
Discurso indireto: advérbio de lugar ali:
"E depois de torcer nas mãos a bolsa, meteu-a de novo na gaveta, concluindo que ali não estava o que procurava."
Discurso indireto livre
Na moderna literatura narrativa, tem sido amplamente utilizado um terceiro processo de reprodução de enunciados, resultante da conciliação dos dois anteriormente descritos. É o chamado discurso indireto livre, forma de expressão que, ao invés de apresentar o personagem em sua voz própria (discurso direto), ou de informar objetivamente o leitor sobre o que ele teria dito (discurso indireto), aproxima narrador e personagem, dando-nos a impressão de que passam a falar em uníssono.
Comparem-se estes exemplos:
"Que vontade de voar lhe veio agora! Correu outra vez com a respiração presa. Já nem podia mais. Estava desanimado. Que pena! Houve um momento em que esteve quase... quase!
Retirou as asas e estraçalhou-a. Só tinham beleza. Entretanto, qualquer urubu... que raiva... " (Ana Maria Machado)
"D. Aurora sacudiu a cabeça e afastou o juízo temerário. Para que estar catando defeitos no próximo? Eram todos irmãos. Irmãos." (Graciliano Ramos)
"O matuto sentiu uma frialdade mortuária percorrendo-o ao longo da espinha.
Era uma urutu, a terrível urutu do sertão, para a qual a mezinha doméstica nem a dos campos possuíam salvação.
Perdido... completamente perdido..."
( H. de C. Ramos)
Características do discurso indireto livre
Do exame dos enunciados em itálico comprova-se que o discurso indireto livre conserva toda a afetividade e a expressividade próprios do discurso direto, ao mesmo tempo que mantém as transposições de pronomes, verbos e advérbios típicos do discurso indireto. É, por conseguinte, um processo de reprodução de enunciados que combina as características dos dois anteriormente descritos.
1. No plano formal, verifica-se que o emprego do discurso indireto livre "pressupõe duas condições: a absoluta liberdade sintática do escritor (fator gramatical) e a sua completa adesão à vida do personagem (fator estético) " (Nicola Vita In: Cultura Neolatina).
Observe-se que essa absoluta liberdade sintática do escritor pode levar o leitor desatento a confundir as palavras ou manifestações dos locutores com a simples narração. Daí que, para a apreensão da fala do personagem nos trechos em discurso indireto livre, ganhe em importância o papel do contexto, pois que a passagem do que seja relato por parte do narrador a enunciado real do locutor é, muitas vezes, extremamente sutil, tal como nos mostra o seguinte passo de Machado de Assis:
"Quincas Borba calou-se de exausto, e sentou-se ofegante. Rubião acudiu, levando-lhe água e pedindo que se deitasse para descansar; mas o enfermo após alguns minutos, respondeu que não era nada. Perdera o costume de fazer discursos é o que era."
2. No plano expressivo, devem ser realçados alguns valores desta construção híbrida:
a) Evitando, por um lado, o acúmulo de quês, ocorrente no discurso indireto, e, por outro lado, os cortes das oposições dialogadas peculiares ao discurso direto, o discurso indireto livre permite uma narrativa mais fluente, de ritmo e tom mais artisticamente elaborados;
b) O elo psíquico que se estabelece entre o narrador e personagem neste molde frásico torna-o o preferido dos escritores memorialistas, em suas páginas de monólogo interior;
c) Finalmente, cumpre ressaltar que o discurso indireto livre nem sempre aparece isolado em meio da narração. Sua "riqueza expressiva aumenta quando ele se relaciona, dentro do mesmo parágrafo, com os discursos direto e indireto puro", pois o emprego conjunto faz que para o enunciado confluam, "numa soma total, as características de três estilos diferentes entre si".
Fonte: Celso Cunha in Gramática da Língua Portuguesa, 2ª edição, MEC-FENAME.


quarta-feira, 25 de março de 2015

Trovadorismo (literatura portuguesa)

REVISÃO
 Segundo http://www.soportugues.com.br/: Na Evolução da Língua Portuguesa destacam-se os períodos:

1) Fase Proto-histórica
Compreende o período anterior ao século XII, com textos escritos em latim bárbaro (modalidade usada apenas em documentos, por esta razão também denominada de latim tabeliônico).
2) Fase do Português Arcaico
Do século XII ao século XVI, compreendendo dois períodos distintos:
a) do século XII ao XIV, com textos em galego-português;
b) do século XIV ao XVI, com a separação entre o galego e o português.
3) Fase do Português Moderno
Inicia-se a partir do século XVI, quando a língua se uniformiza, adquirindo as características do português atual. A literatura renascentista portuguesa, notadamente produzida por Camões, desempenhou papel fundamental nesse processo de uniformização. Em 1536, o padre Fernão de Oliveira publicou a primeira gramática de Língua Portuguesa, a "Grammatica de Lingoagem Portuguesa". Seu estilo baseava-se no conceito clássico de gramática, entendida como "arte de falar e escrever corretamente".


HISTÓRIA DA EVOLUÇÃO DA LÍNGUA

1ª Época Medieval

Trovadorismo: corresponde à primeira fase da história de Portugal e está intimamente ligado à formação do país como reino independente. O conjunto de suas manifestações literárias reúne os poemas feitos por trovadores para serem cantados em feiras, festas e castelos nos últimos séculos da Idade Média. 

O trovadorismo reflete o ambiente religioso e as relações de poder típicos da Idade Média – caracterizados, principalmente, pela visão teocêntrica de mundo e a servilidade do homem perante a Igreja.
A produção trovadoresca se desenvolveu na região de Castela, Galícia, Leão e Aragão (todas na atual Espanha) entre o final do século XII e meados do século XIV. Ela constitui amplo repositório de informações não apenas literárias, mas também históricas. A produção trovadoresca gravitou sempre em torno da corte e refletia as regras do amor cortês, tendo sido produzida por nobres no ambiente palaciano. Portanto, não há como relacioná-la às camadas mais baixas da sociedade.
 Poesia trovadoresca: pode ser dividida em dois gêneros: lírico e satírico. O gênero lírico se subdivide em duas categorias (cantigas de amigo e cantigas de amor) e o satírico é caracterizado pelas cantigas de escárnio e cantigas de maldizer.

              Cantigas de amor: o trovador assume um eu-lírico masculino e se dirige à mulher amada como uma figura idealizada e distante. Ele se coloca na posição de fiel vassalo, a serviço de sua senhora - a dama da corte -, fazendo desse amor um objeto de sonho, distante e impossível.
             Cantigas de amigo: têm origem popular, eu-lírico feminino e marcas evidentes da literatura oral (reiterações, paralelismo, refrão e estribilho). Esses recursos, típicos dos textos orais, facilitam a memorização e execução das cantigas.
            Cantiga de escárnio: são composições em que se critica alguém através da zombaria do sarcasmo. Trazem sátiras indiretas por encobrir a agressividade através do equívoco e da ambiguidade.
            Cantigas de maldizer: apresentam sátira direta, contundente e clara. Muitas vezes, há trechos de baixo calão e a pessoa alvo da cantiga é citada nominalmente.

segunda-feira, 16 de março de 2015

IDESP



IDESP DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
ANO
IDESP 5º ano EF
IDESP 9º ano EF
IDESP 3º ano EM
3º ano EM
ILZA IRMA
2007
0
2,73
1,44

2008
3,55
2,75
2,11
1,57
2009
4,22
3,08
1,96
1,39
2010
4,37
2,66
1,91
1,22
2011
4,61
2,78
1,96
1,66
2012
4,61
2,74
2,2
1,4
2013
4,36
2,82
2,12
3,96
2014



3,88
2015